O que é a norma DCSA e porque interessa à sua transitária
A norma DCSA Track & Trace explicada para transitários: o que é, o que resolve e como torna possível o seguimento multi-armador.

Se movimenta contentores com mais do que um armador, já bateu neste problema mesmo que nunca lhe tenha dado um nome: cada armador descreve a viagem de um contentor à sua maneira. Uns dizem «Loaded», outros «Vessel departure», outros dividem-no em dois eventos. Juntar tudo isso numa só vista era, até há pouco, trabalho artesanal.
A DCSA existe para acabar com isso.
O que é a DCSA
A Digital Container Shipping Association é uma associação sem fins lucrativos fundada pelos maiores armadores do mundo (Maersk, MSC, CMA CGM, Hapag-Lloyd, ONE e outros) para normalizar e digitalizar o transporte de contentores. Não é um produto nem um fornecedor: publica normas abertas que qualquer um pode implementar.
A sua norma mais relevante para um transitário é o Track & Trace: define uma linguagem comum de eventos e marcos para descrever onde está um contentor e o que lhe aconteceu.
O problema que resolve
Sem norma, ligar-se a dez armadores significava escrever dez integrações diferentes e manter um dicionário de equivalências («isto aqui quer dizer o mesmo que aquilo ali»). Qualquer alteração num armador partia o seu sistema.
Com a DCSA:
- Os eventos (saída, transbordo, chegada, descarga, entrega) chamam-se o mesmo em todo o lado.
- As estruturas de dados são idênticas, por isso um só modelo serve para todos.
- Distingue eventos planeados, estimados e reais — exatamente o que precisa para dar uma ETA honesta.
O que muda na sua operação
O facto de a norma existir não o ajuda por si só: precisa de software que a fale. Mas assim que o tem, o efeito é direto. Acrescentar um armador novo deixa de ser um projeto e passa a ser uma configuração. A vista de tracking é consistente venha a carga de onde vier. E quando um armador melhora os seus dados, isso chega-lhe sem mexer em nada.
A DCSA não é só Track & Trace
A norma cobre também o booking, a documentação (o eBL, o conhecimento de embarque eletrónico) e outras áreas que se vão continuar a digitalizar. O Track & Trace é a parte que um transitário nota mais depressa, mas vale a pena saber que por baixo há um impulso para um setor marítimo mais interoperável.
No Rowan Cargo tratamos a DCSA como a linguagem base do seguimento marítimo e combinamo-la com as APIs oficiais de cada armador e o AIS do navio, para recalcular a ETA a partir da posição real. Quer vê-lo com os seus armadores? Fale connosco.



